O rio Paraná, meu pai e eu



O rio Paraná, na altura de Castilho, está represado. Aqui já foi império de gigantescos Jaús, Pintados e Dourados; e residência de milhares de outras espécies. Hoje em dia apenas algumas delas ainda sobrevivem dentre as quais a Piapara.

São muitas as iscas utilizadas para pescá-la. Nós usamos o salmão. Vara de carretilha ou molinete, linha 0.30mm, chumbo, leader comprido e anzol pequeno.

O peixe é arisco mais a técnica é simples, chama-se rodadinha. Você solta a linha até sentir o chumbo tocar o fundo, segura um pouquinho, solta um pouquinho, sente denovo, e por aí vai. Não demorou muito para eu pegar a primeira e para o meu pai demorou tampoco. E entre uma distraída e outra em meio a natureza, lá vem outra...

E assim passamos uma tarde absolutamente incrível não apenas de aventuras e pesca mas cheia de diversão, de risadas sinceras e da captura do maior troféu de todos, a nossa amizade.

Mas não são apenas momentos mágicos que os pescadores levam do Paranazão. Infelizmente a pesca predatória domina uma quase inexistente pesca esportiva. O que nos levamos é a esperança de que os nossos filhos e netos que ainda virão possam contar no futuro histórias fantásticas de pescarias, como contavam os nossos avoós!


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